Como tenho andado relapso aqui no Mandrake, passei um tempo sem registrar algumas boas aquisições que fiz no começo deste ano.

Como o duplo Buena Vista Live at Carnegie Hall, que registra o show apresentado pela Velha Guarda cubana e mostrado no filme de Win Wenders. É um clichê, mas lá vai: imperdível!

Na mesma onda, outro disco que eu paquerava há um tempo: o de boleros do Ibrahim Ferrer, meu cantor favorito entre os veteranos redescobertos no fim dos anos 90. Mi Sueño é profundamente triste e extremamente bonito. Dramático, como deve ser um disco de bolero, mas com uma delicadeza ímpar.
Também preenchi uma lacuna em minha coleção, comprando uma coletânea com o melhor do lendário Fats Waller (corrigindo: na verdade, um bem-vindo presente da Renata). E outra, ao comprar uma caixinha modelo econômico (tão econômico que os discos não tinham nem capa!!!), com três coletâneas com o melhor de Jamelão, mostrando também o seu lado romântico, em sambas-canções com primorosos arranjos de orquestra. Puxador é o cacete!

E por falar em samba, não resisti ao apelo politicamente incorreto de Jota Canalha, em A Voz do Botequim. O alter ego cafajeste de Henrique Cazes detona os chatos que entopem os botequins cariocas, as ONGs, os gays, as "malas madrinhas" e quem mais vier pela frente, sem deixar pedra sobre pedra.

Assim como Barbeirinho do Jacarezinho, Marquinhos Diniz e Luiz Grande, o Trio Calafrio. O disco é de 2003, mas antes tarde do que nunca! A trinca de compositores que já escreveu sucessos de Zeca Pagodinho e Bezerra da Silva é afiada. E ainda brinca de Abbey Road pelos subúrbios do Rio...

Também fazia muito tempo que não comprava nada de hip hop. Arrisquei New Amerikah: Part One, 4th World War, último da Erykah Baduh. É bom, mas acho que ela devia ter arriscado mais nos grooves old school, como o da faixa que abre o disco. Ainda assim, é interessante.

Vi essa uns dias atrás. Tenha medo. Muito medo...
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